Satélite Amazonas 1 fará par com satélite Galaxy 11 na posição 55,5ºW

Flavio Costa | 18:41 | 0 comentários


Satélite Amazonas 1 fará par com satélite Galaxy 11 na posição 55,5ºW
O SATÉLITE AMAZONAS 1, que atuou durante muito tempo na posição orbital 61ºW ao lado do satélite Amazonas 2 e posteriormente Amazonas 3, foi retirado desta posição com informações de diminuição da sua capacidade de transmissão e problemas pontuais.

O satélite foi deslocado em direção ao leste, para ficar mais próximo à Europa e no primeiro trimestre foi anunciado que o Amazonas 1 seria usado para a transmissão dos jogos da Copa do Mundo para as emissoras associadas ao grupo Hispasat.

Parecia ser este o último suspiro de vida do satélite Amazonas 1, mas surpreendentemente, não é.

O grupo Hispasat, dono do satélite, representado no Brasil pela Hispamar, que é quem administra o satélite Amazonas 1, anunciou um acordo com a Intelsat, dona, entre outros, dos satélite Galaxy 11, que transmite a GVT TV, e do INTELSAT 11, que transmite a SKY.

E é, inicialmente, na posição do satélite Galaxy 11, o primeiro teste desta parceria, pois a Intelsat cede espaço nesta posição, 55,5ºW, para o satélite Amazonas 1, da Hispasat.

Nesta posição a Hispasat vai fazer link para as transmissões da Copa do Mundo, e posteriormente, reforçar a capacidade de transmissão de canais para as operadoras de TV por assinatura na América Latina.

Mas é interessante salientar que para a transmissão da Copa do Mundo o Amazonas 1 ainda tem capacidade suficiente, pois esta transmissão não irá exigir tanto do satélite.

Já para a transmissão de pacotes de canais para operadoras de tv, provavelmente, não será possível utilizar o Amazonas 1, pois ele já foi retirado da posição 61ºW por ter diminuído a sua capacidade de transmissão naquela posição, que segue ainda deficiente de transpondes, frente aos recentes problemas enfrentados pelo satélite Amazonas 4A, que foi lançado em março para ocupar também a posição 61ºW.

A parceria entre Hispasat e Intelsat, então, nos faz entender que o objetivo principal não é reaproveitar o satélite Amazonas 1 e muito menos reforçar a posição 55,5ºW.

O que com certeza estão de olho as duas empresas é fazer frente à concorrência de outras grandes administradoras de satélite como a Embratel e a SES, já que novas operadoras de tv por assinatura vão surgir na América Latina, ainda sem terem definido os satélites que deverão usar, e também as atuais operadoras precisam de mais satélites para fazer frente à concorrência das antigas e novas operadoras.

Tanto Intelsat quanto Hispasat tem importantes posições orbitais na América Latina que podem, inclusive, fazer enlaces com a Europa.
Esta parceria entre as duas abre a possibilidade de lançamento de mais satélites para as duas administradores sem a necessidade de investirem grandes quantias de dinheiro nos leilões de posições orbitais feitos pelo governo brasileiro.
Irão as outras administradoras de satélite se mexerem em relação a isto?

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